Rupel sai de casa. Rupel não gosta disso.
Rupel é você ,Prado. E todo mundo que pensa que conhece.
Rupel come pizza morna e arrota e peida transloucadamente.
Procura amor para fugir da dor, para voltar a ter uma mãe
para crer no perdão e companhia ilimitados.
Rupel é um empreededor, valorizado , querido, aceito, útil
Útil demais. Paga as contas, pega a criançada no colégio,
vai à missa no natal e na páscoa. Não gosta dos políticos pois estes não gostam (?) dele.
Acredita na salvação pelo amor e por 16 válvulas a injetar constantemente.
Rupel cresce. Trabalha muito. Enlata-se no circo de cores e dizeres :
- Trabalhe com segurança.
-Use sempre os óculos de proteção.
O que, no finzíssimo das contas, é uma grande bobagem um tanto quanto monocromática.
E de bobagens policromáticas também se entope: tapetes, abajures e tranqueiradas sem fim. Rupel só toma vinho chileno de valdívia ( mas , difícilmente, reconheceria o que quer que fosse no escuro).
Aliás, rupel acredita, de verdade que ele precisa de coisas muito boas. Isto é, ele precisa de café de terras altas e violões com captação de cordas individuais. Além , é claro.
Rupel passa 15 dias viajando cada dia em uma cidade e diz que conheceu o mundo.
Ai rupel , tão pequeno
tão tímido
tão carente
que acha que pode reconquistar o amor que os outros lhe disseram que sua mãe tinha por ele
Pobre rupel , convenhamos, é um espirito de gordo, não controla o diâmetro de si.
Pobre de mim. fadado a me rupelizar.
Mercado, ações capitais de giro
data-network, process-management.
E , nem preciso disso e sou já tão Rupel